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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dicas | Cão à solta!


Podermos ter o nosso cão solto na rua, controlado, é possivelmente um dos maiores desejos de um dono. Vir sempre que é chamado, não se afastar, não correr atrás de outros cães, bicicletas, pessoas e carros, é possivelmente aquilo que se ambiciona. Não só porque isso demonstra uma grande ligação cão/dono mas também demonstra que temos um cão equilibrado, sociável e obediente. E quem não quer isso?
O que é facto é que o treino da chamada é das coisas mais complicadas que podemos ensinar a um cão e um cão que perante as mais diversas distracções não saí de ao pé do dono ou vem sempre que é chamado é um cão perfeito para muitos donos. Mas o que é certo, e há-que ter isso em conta, é que legalmente os cães não podem andar sem trela e sem açaime, é proibido em qualquer espaço público, estando o dono sujeito a uma coima, é possível ter o cão solto mas com açaime. No entanto, a liberdade é importante para um cão ser cão. Digamos que poder ter um tempo reservado para correr, cheirar, brincar e fazer aquilo que apetece é super importante e conseguirmos pôr a trela de lado de vez enquando proporciona ao nosso cão um momento de pura felicidade canina.
O que é certo é que tirar a trela é fácil mas sempre que o fazemos podemos estar a pôr em risco a vida do nosso cão e a de outras pessoas, e isso é importante ter em consideração. O cão pode fugir para a estrada, pode por alguma razão morder a uma pessoa, pode fugir atrás de outro cão e entrarem em conflito, pode ir a correr em direcção a alguém e fazer essa pessoa cair, pode roubar bolas a crianças que estão a brincar, pode fazer as necessidades perto de alguém, enfim, um número de situações que as pessoas estão sujeitas caso soltem cães não controlados. Por esta razão o ideal é soltar os cães em lugares que cumpram os seguintes requisitos:
Locais vedados, onde sei que não há forma de sair;
Locais sem pessoas;
Locais sem outros cães (a não ser que naquele espaço outros cães se juntem à brincadeira);
Locais longe de estradas;
Locais sem caixotes do lixo onde podem existir restos de comida.
Claro que é difícil encontrar locais que juntem todos estes requisitos mas existem e sei que nestes espaços estou descansada e que o meu cão pode estar em liberdade e em segurança.
No entanto, é possível soltar o nosso cão em parques e em sítios mais movimentados mas para isso é preciso treino. Este treino é demorado, exige método e dedicação! No entanto, é importante chamar a atenção para o facto de muitos donos não treinarem a chamada assim que o cachorro chega a casa! A chamada é possível ser treinada logo que o cachorro com 2 meses (preferencialmente) chega a casa, basta usar a própria ração para usar como recompensa e o treino é simples: bobi, aqui -> o cão vem -> recompensa! Tão simples quanto isto! Na rua, já é mais complicado, a recompensa tem que ser de alto valor (fígado cozido, frango cozido, salsicha, queijo, etc.) pois as distracções são muitas e como tal, o dono terá que ter uma recompensa que faça o cão preferir obedecer ao dono em vez de fugir atrás de um pombo. Como tal, começamos o treino em espaços sem cães, sem pessoas, sem carros, sem barulhos e gradualmente vamos introduzindo distracções! Mas as coisas têm que ser graduais e levar o treino com calma. É preferível acabar o treino em bom em vez de aumentarmos a exigência e o cão estar completamente desligado de nós. Tente consolidar bem o treino em locais sem distracções e só depois ir introduzindo distracções.
Como já deve ter percebido este treino leva tempo. Temos que ser realistas, não é por um cão não gostar do dono que foge, as distracções é que são muitas e ele está a seguir a sua vontade, cães não treinados é isto que fazem: seguem os próprios instintos. Quando o cão é treinado os instintos podem ser controlados e consequentemente o cão é obediente. Para facilitar, e não habituar o cão a fugir para muito longe, o ideal é comprar uma trela de 15 ou 20 metros e assim treinar o cão, isso vai fazer com não haja falhas durante o treino (não há a possibilidade do cão fugir 30 metros, por exemplo) e a ideia é a mesma: o cão vem então merece uma bela recompensa!
Mesmo que desista do treino, a trela comprida vai-lhe ser muito útil sempre que encontrar um parque onde o seu cão se possa divertir: a liberdade mantém-se, pois chega perfeitamente o comprimento da trela para o cão se sentir livre e assim o dono tem a certeza que o cão não lhe dará dores de cabeça!
Saiba que nada se aprende se não for ensinado, o seu cão precisa de treino para se tornar obediente. Não pense que basta o cão gostar muito de si para automaticamente passar a ser um cão super controlado na rua. Na rua há todo um mundo para explorar e faz parte dos cães serem curiosos e sociáveis, resta ao dono ser responsável para que não tenha nenhum dissabor.
E não se esqueça que o treino fortalece a sua ligação ao cão, torna o cão mais obediente e por fim, proporciona momentos de diversão a ambos!
Bons treinos

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Dicas | O cão e a água.

Sempre achei que o meu cão não era muito fã de água, no entanto tenho-me vindo a enganar redondamente. Na realidade achava isso porque não gosta lá muito de tomar banho e sempre que via um lago ou o mar nunca tentava lá entrar, fugia das ondas a 7 pés e eu acabava por não insistir. O ano passado fomos até à Lagoa de Albufeira e mesmo com a família toda dentro de água ele não se aventurava. Nesse dia percebi: definitivamente não gosta mesmo de água! No entanto a semana passada fomos até à Quinta das Conchas onde tem um lago e no meio da brincadeira com a bola o Janay entrou dentro de água para a ir buscar! Fiquei logo surpreendida com a destreza e o à vontade com que entrou lá para dentro, bem a história repetiu-se mais uma vezes e percebi que a relação água/Janay estava no bom caminho! Hoje foi dia de mais uma tentativa, desta vez até à praia onde o Janay andou, mais uma vez, todo feliz dentro de água atrás da sua bola preferida!
 
Isto tudo para dizer que, e como em qualquer situação com cães, sempre que queremos que o nosso cão se habitue a alguma coisa, a aproximação à situação nova tem que ser sempre gradual. Não vale a pena forçar nem achar que atirando o cão para dentro de água que ele vai passar a gostar, nada disso. Isso só vai ter uma única consequência: o processo de adaptação à água vai ficar dificultado. Os cães têm que se ir aproximando e afastando da água ao ritmo deles e de acordo com a sua própria vontade, convém levar um grande incentivo (brinquedo ou comida) e aos poucos ir aproximando o cão da água. Ir atirando a bola, primeiro para a beira, é um grande passo para ele se habituar à presença da água nas patas e à medida que nos vamos apercebendo que o treino está a evoluir, aí sim, ir aumentando a distância. Sempre de uma forma gradual. Se percebermos que a distância foi demasiado grande, o dono vai buscar a bola e volta a mandar para um sítio mais perto.
Há que ter uma coisa em mente: os cães não passam a gostar de água de um momento para o outro, tem que haver qualquer coisa que o faça entrar dentro de água. Há cães que basta ver o dono dentro de água e vão logo a correr, isso até pode ser um grande reforço para alguns cães mas para outros pode não funcionar. É preferível perder mais tempo ao início mas conseguirmos que o cão goste realmente de água, em vez de forçar e termos um cão com medo. Vale a pena o esforço porque passam-se bons momentos em família! Aproveitem a praia, o rio, as lagoas que o nosso país tem. Levem os cães e divirtam-se!
Bons treinos
 

   

sábado, 27 de julho de 2013

Dicas Cão Contente | Saber estar em casa.

 
A casa de um cão, isto é, a casa da família (quer seja apartamento ou vivenda), é um lugar onde o cão passa a maior parte do tempo, onde fica sozinho, onde passa serões em família, onde brinca, onde come, onde dorme, isto é, onde faz muitas das coisas mais importantes da sua vida, logo é um espaço com uma importância enorme para um cão, tal como é para as pessoas. Todos nós gostamos de nos sentir confortáveis na nossa casa, gostamos que a decoração esteja ao nosso gosto, gostamos que a cama e o sofá sejam confortáveis, no fundo, a nossa casa é um aspecto muito importante para o nosso bem-estar, mas tal como é importante para nós também é importante para o nosso cão.
Mas o que acontece muitas vezes é que o cão não se comporta da maneira que desejaríamos e na realidade as pessoas não fazem muita coisa para contrariar isso pois acham que é do "feitio" do cão, que este tem energia a mais e tendo em conta isso não há nada a fazer. Uma das consequências comuns de quem vive numa moradia é o cão a passar a viver no quintal, portanto aquele conceito de lar deixa de existir para o cão. No entanto, basta o dono informar-se, dedicar-se e os resultados aparecerão naturalmente.
Existem vários aspectos a ter em conta para que o cão se sinta bem na sua casa e que se habitue a estar o mais tranquilo possível. Mas um dos que eu considero mais importantes é arranjar um sítio só seu, isto é, uma cama confortável onde ele possa estar deitado sempre que quiser. Mas não basta comprar a cama nova, colocar a um canto e esperarmos que ela, por si só, seja uma solução milagrosa, nada disso, é importante ensinar ao cão que aquela é a cama dele e este deverá aprender a ir para lá à ordem. O treino é simples: atirar um grão de ração para a cama, dizer "cama" ou outra palavra que queira, e voltar a recompensar, repetir várias vezes e ir aumentado a distância. Ao fim de algumas repetições o cão irá associar a cama à ordem, irá para a cama ao comando sem ser preciso atirar o grão de ração para cima da cama, quando isso acontecer Jackpot, em vez de 1 grão, dar 3 porque o cão fez exactamente aquilo que queríamos! Ir para a cama à ordem é bom quando temos visitas e queremos que o cão permaneça calmo ou quando estamos a limpar a casa e não queremos que o cão ande atrás de nós, por exemplo. Para isso também há que incentivar o cão a estar deitado, quer na cama ou noutro sítio qualquer e para além de ensinar o cão a ir à ordem para a cama também é preciso que ele permaneça lá deitado. Para isso temos que recompensar sempre que o cão se for deitar de livre vontade, para que o cão perceba que estar deitado é muito porreiro, que o dono acha isso espectacular e que por isso lhe dá recompensas pelo bom comportamento. Muitas vezes na relação dono/cão a comunicação entre os dois falha e uma das principais razões deve-se ao facto do dono não dizer ao cão o que este fez ou deve fazer. Isto é: se nós queremos que um cão esteja tranquilo em casa mas por outro lado quando este se deita o dono não lhe diz "lindo menino" ou não lhe dá uma recompensa, o cão nunca vai saber que é esse o tipo de comportamento que o dono quer que ele tenha. Resumindo, sempre que um cão faz uma coisa correcta, por muito natural e à partida insignificante que achemos, para os cães é importante ter esse feedback do dono, isso vai fazer com que ele repita o comportamento (que é aquilo que pretendemos).
Apesar de ter explicado que é importante o cão saber estar sossegado na cama dele ou deitado noutro sítio qualquer há que ter em conta que o cão não vai passar o dia inteiro deitado, como é óbvio, para isso é importante o exercício físico! Isto é, nós só podemos exigir ao cão que esteja tranquilo em casa se dermos bons passeios com ele, para que este possa gastar energias. Há que ter em conta que as energias que o cão não gastar na rua vão ficar reservadas para os disparates que consequentemente irá fazer em casa e não é isso que pretendemos, muito pelo contrário.
Em casa também é importante reservarmos um tempo do nosso dia para brincarmos com o cão e estimulá-lo a nível mental, brinquedos interactivos são óptimos nestas situações tal como os iremos usar quando nos ausentamos e o cão ficar sozinho em casa. O que é certo é que sem a companhia dos donos o cão terá a necessidade de brincar ou de se ocupar com outras coisas, se não tiver brinquedos possivelmente a sua ocupação vão ser os móveis, os tapetes, os cortinados ou outros objectos que não é suposto o cão mexer, mas que com o tédio e a ausência dos donos, vai acabar por usá-los como brinquedo de estimulação mental.
No fundo, um cão tranquilo, ou não, em casa só é possível com a dedicação do dono: não desistir, incentivar o cão sempre que este fizer as coisas correctamente (quer seja com uma recompensa verbal ou comida), estimular o cão com passeios diários, estabelecer regras em casa, reservar um local da casa para a cama do cão, viciá-lo a estar na cama através de recompensas sempre que este vai para lá e construir um ambiente familiar equilibrado, são tudo dicas importantes para termos um cão bem educado em casa! Exige paciência e método mas como disse no início deste texto: os resultados irão aparecer naturalmente!
Bons treinos

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Um belo sítio para passear (em Lisboa)!

Já há muito tempo que ouvia falar no Parque da Quinta das Conchas e ainda não tinha conseguido lá ir mas hoje foi o dia! E devo dizer que adorei. Aliás, não é difícil ficar satisfeita com parques no meio da cidade, basta ter relva, árvores, água e facilmente fico toda feliz mas este encheu-me as medidas e ao Janay também, como não podia deixar de ser. Tem uma mata maravilhosa por onde seguimos sempre pela sombra, que as árvores gentilmente nos proporcionam, e lá vamos nós por um caminho que facilmente nos faz esquecer que estamos no centro da capital. E o parque tem tudo o que precisamos, para além do ambiente verde, tem duas esplanadas (onde podemos ter os nossos cães), um parque infantil e muito espaço por onde andar, correr, brincar, rebolar na relva (com cão ou sem) ou então bancos para nos sentarmos a ver a paisagem!
O Janay ganhou com o passeio! Ora atira a bola para ali, ora atira a bola para acolá e assim fica um cão cansado com tanta brincadeira e ainda teve direito a molhar as patinhas!
E como gostei mesmo do parque ainda tirei umas fotografias para partilhar com quem não o conhece, de certeza que vão ficar com vontade de lá ir :)
Bons passeios!
 




 


domingo, 21 de julho de 2013

1º Encontro de Beagles

Realizou-se ontem o 1º Encontro de Beagles na Charneca da Caparica!
Uma tarde animada onde os Beagles puderam correr e brincar, felizes da vida! É engraçado como são todos a fotocópia uns dos outros a nível comportamental: brincam da mesma forma, cheiram as mesmas coisas, ladram da mesma maneira, são todos loucos por comida, enfim, de rabo no ar e lá andam eles. O temperamento do Beagle é realmente único e típico.
Aqui fica um pequeno vídeo da nossa tarde!
Bom domingo :)
 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Pasmem-se: um beagle que faz truques!!!

O mais teimoso, o que só pensa em comida, o que não gosta de treinar e o que só faz o que quer... também faz truques!
Oiço constantemente críticas aos Beagles e este vídeo vem desmistificar um pouco muitas das coisas que oiço! É possível treinar um Beagle desde que tenhamos vontade! É um cão que precisa de ser muito estimulado quer a nível mental quer a nível físico! Et voilà, temos um Beagle equilibrado! Mas querem saber uma coisa? Este é o segredo para que todos os cães sejam equilibrados, independentemente da raça :)
Bons truques! 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Os segredos dos (nossos) passeios.

Passear o meu cão é das coisas que mais gosto de fazer. Basta pegar na trela, nos sacos e lá vamos nós! O nosso cão está sempre pronto para nos fazer companhia, quer o passeio dure 5 minutos, 30 ou 1 hora. Nós decidimos o destino e o cão simplesmente acompanha-nos! Vá, às vezes puxa para a direita e o dono quer ir para a esquerda mas peripécias fazem parte de um passeio. O segredo para um bom passeio é ter tempo. A pressa é inimiga dos cães. Sempre que estou com pressa, e vou passear o meu cão, o seu grau de excitação aumenta e quanto mais depressa quero que o passeio seja, mais demorado é.
Muitos donos perdem a vontade de passear o seu cão, não arriscam um passeio mais longo e isto acontece porque o cão puxa muito, ou porque se atira às pessoas, ou porque dá um puxão na trela para ir atrás dos pombos ou porque ladra a outros cães, enfim, imensas coisas que acontecem com frequência durante um passeio e qual é o segredo? Não deixar de passear o cão. O meu cão puxava muito, comecei a fazer grandes caminhadas no centro da cidade, com barulho, com carros a passar, em hora de ponta, distracções ao máximo mas tudo com uma regra de ouro (ou vá duas): sempre que ele puxa eu páro e andava sempre com 1 ou dois biscoitos no bolso para usar em caso SOS. Não é difícil, outro segredo é não desistir. É chato andar na rua com um cão completamente louco (e acreditem que o meu às vezes ainda tem esses momentos) mas a nossa postura influencia-os imenso e sempre que vou para um passeio demorado o Janay adquire uma postura de passeio e não de: deixem-me cheirar tudo que eu estou no meu momento de parvoeira canina. É preciso ter calma, os primeiros 10 minutos ditam o futuro de um belo passeio: se forem tranquilos nós continuamos, se o cão começar com comportamentos que não nos agrada, o dono tem vontade de ir imediatamente para casa.
As vantagens de um bom passeio com o nossos cão são mais que muitas e os benefícios exigem que os donos se dediquem um pouco mais. Um cão cansado (física e psicologicamente) faz um dono feliz, menos estragos em casa, temos um cão mais estimulado e dono feliz, resulta num cão também feliz.
Conseguirmos passar um bom bocado com o nosso cão é das melhores terapias que podemos ter, passear, caminhar, conhecer jardins novos, faz tão bem aos cães quanto a nós. E não é por o nosso cão ladrar a outros cães que o devemos fazer prescindir disso. Começar com os passeios bem cedo ou a seguir ao jantar podem ser a solução para o cão se habituar ao caminhar sem puxar, por exemplo. As distracções são menores, há menos gente na rua, menos cães, menos barulho, é um momento mais tranquilo, ideal para uma caminhada um pouco mais longa.
Habituar o cão a comportar-se numa caminhada é fácil, encarar um passeio como um momento positivo é meio caminho andado para o sucesso, se o fazemos por obrigação e contrariados o cão também não irá disfrutar em pleno do passeio com o seu dono.
E já sabe: quanto mais passear, quanto mais exercício físico o seu cão fizer, quanto mais tempo de qualidade passar com o dono e quantas mais peripécias tiverem juntos, mais equilibrado será o seu cão e mais harmoniosa será a vossa relação :)
 





sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ir de férias sem o cão: onde e com quem o deixar?

Chegada a época mais quente do ano começa também o dilema das férias. Para onde ir? Levar ou não levar o cão? Onde o deixar? Como fazer uma viagem longa com cão? Enfim, são imensas as perguntas que fazemos e que muitas vezes leva a que fiquemos um pouco desorientados e sem vontade de ir a lado nenhum. No entanto o segredo é só um, e o mesmo se aplica a muitas das questões relacionadas com cães: programar atempadamente as coisas. Esta coisa dos cães não joga bem com pressa e temos que ter isto em mente, uma escolha precipitada trará consequências, não para nós, mas para os nossos patudos. Há que ter calma e estudar bem as coisas, quer a nível de alimentação, veterinário, escola de treino, preparação para a chegada de um cachorro e nesta situação em particular, o local onde deixar o cão durante as férias.
Se a opção é não levar o cão, independentemente das razões, o dono tem que começar a planear com tempo, como já referi, pois existe um pormenor extremamente importante a ter em conta: deixar o cão num sítio que se conhece e, que acima de tudo, que se confia. Não basta pesquisar na internet hóteis para cães, visualizar as fotografias das instalações, achar tudo muito limpo e bem cuidado, ligar a agendar a data em que vamos lá deixar o cão, levar o cão e já está! Isto é o pior que podemos fazer e porquê? Porque acabámos de deixar o nosso cão, o cão que passa a vida atrás de nós, o cão que nos acompanha no dia-a-dia, aquele a que dedicamos muito tempo das nossas vidas, aquele a quem queremos o melhor, nas mãos de uma pessoa que não o conhece e num local que o cão também não conhece. E quais as consequências disso? Stress para o cão, problemas a nível comportamental resultantes da estadia do cão, problemas de saúde (o cão pode deixar de comer, pode ser mordido por outro cão ou pode morder alguém porque está com desconhecidos), no fundo temos que ter em mente que o cão não nos poderá fazer uma chamada a meio das nossas férias a contar o que se está a passar nesse local onde o deixamos, no fundo, o único feedback que podemos ter é do dono do hotel ou de quem trata dos nossos cães, informação essa que muitas vezes pode ser demasiado floreada e longe da realidade. Isto para explicar o quê? Que uma simples estadia num hotel, sem termos tido um pequeno trabalho de pesquisa antecipadamente, nos poderá trazer bastantes problemas. No fundo, investirmos um bocadinho do nosso tempo a visitar o local, a levar lá o cão para ver como se relaciona com os funcionários, tentar perceber a forma com estes se relacionam com o nosso cão, pesquisar na internet feedbacks de outros clientes do hotel, perguntar quanto tempo os cães costumam estar fora da box e garantir que o cão tem o exercício físico diário necessário, perguntar se podemos levar brinquedos ou a própria cama do cão para se sentir mais confortável, saber se quem está responsável pelo nosso cão irá tentar manter ao máximo as suas rotinas e se sabe relacionar-se correctamente com os animais, saber se em caso de necessidade têm algum veterinário disponível, saber que tipo de alimentação terá o nosso cão e caso o dono assim queira e se é possível levar a própria ração do cão, todos estes pormenores são pequenas garantias de que a estadia do nosso cão correrá pelo melhor e como consequência as próprias férias dos donos também. No fundo, um hotel que nos parece ter as melhores condições muitas vezes pode não ter as melhores pessoas a trabalhar nele.
Outra das soluções passa por contratar um serviço de dogsitting, esse serviço é personalizado pois a pessoa deslocar-se-á à nossa casa para cuidar do nosso cão e levá-lo à rua. Muitos dos conselhos acima descritos, relativamente ao hotel, também se aplicam para conseguirmos escolher um bom dogsitter e mais uma vez precisamos de confiar na pessoa pois ficará com as chaves da nossa casa e com uma grande responsabilidade pela frente: cuidar o melhor possível do nosso cão.
Ir de férias sem cão, é possível, mas temos que confiar em quem cuida do nosso cão, isso dá trabalho e leva o seu tempo, mas mais uma vez, como já referi acima, que nos dará a garantia de que teremos umas merecidas férias sem preocupações, e apesar das saudades, com tudo aquilo que um dono responsável merece, acidentes acontecem, mas resta ao dono minimizá-los com uma escolha acertada da pessoa responsável pelo nosso cão durante as férias!
 
Boas escolhas!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Encontro de Beagles

Há por aí donos de Beagles? :)
No dia 6 de Julho, às 14:30, vai haver um encontro da raça na Charneca da Caparica! Yeah :D Divulguem e convidem amigos que tenham Beagles!!!
Mais informações do evento no facebook: